O DÍZIMO COMO GESTO VOLUNTÁRIO |
|
|
|
O voto de Jacó ("Se Deus for comigo e me guardar nesta jornada que empreendo e me der pão para comer e roupa que me vista... , de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo" - Gênesis 28.20-22) nos ensina muito sobre o dízimo.1. Aprendemos que dar o dízimo se aprende em casa. Abraão era dizimista. Lemos sua história, bem conhecida, e Isaque era dizimista. Jacó era dizimista. Os pais devem ensinar seus filhos a dar o dízimo de tudo. Quando forem economicamente ativos, tenderão a ser dizimistas. 2. A promessa de Jacó nos lembra também que o dízimo é algo voluntário e não tem a ver com os mandamentos do Antigo Testamento. Os mandamentos, inúmeros neste sentido, apenas regulamentaram a prática dos filhos de Jacó. Não faz sentido uma pessoa desculpar-se em não ter prazer em devolver o dízimo porque ele foi uma criação da lei. Jacó viveu séculos antes da legislação mosaica. Essa dimensão do dízimo como iniciativa humana (foi assim desde Abraão, o fundador da prática) se torna bastante forte no desejo de Jacó, de dar o dízimo DE TUDO, seguindo a experiência de Abraão (Gênesis 14.18-21). Abraão estava motivado pela gratidão, porque Deus lhe concedeu uma vitória incrível, humanamente impossível. O neto de Abraão reconhecia que sua vida estava nas mãos de Deus. Sua segurança, diante dos perigos e de um irmão furioso, seria garantida por Deus. Ele, que agora só tinha a roupa do corpo, venceria na vida se Deus assim desejasse. TUDO que viesse a ser e a ter viria de Deus. Por isto, prometeu dar o dízimo de TUDO. 3. Precisamos crescer com a experiência do dízimo. Talvez, no início de nossa jornada, estejamos motivados em fazer prova de Deus, quando talvez digamos: vamos dizimar e Deus vai nos abençoar. Depois, à medida que vamos nos aprofundando no conhecimento de Deus, vamos descobrindo que o dízimo faz parte de um estilo radical de vida, em que o dinheiro não é o centro, porque Deus se tornou o centro. Já não precisamos pôr Deus à prova, porque já temos provas suficientes. Assim, a bênção não decorre do dízimo; o dízimo é que decorre da bênção. Israel Belo de Azevedo |