OLHAR PARA A FRENTE |
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Houve um momento em que o apóstolo Paulo dispensou o missionário Barnabé (25 citações no Novo Testamento) de sua equipe de trabalho (Atos 15.39) por causa de outro colega: o missionário Marcos (9 citações). As separações foram dolorosas. No entanto, observamos que, mais tarde, ambos foram restituídos à equipe. Paulo fala de Barnabé como um amigo, sem referências às desavenças anteriores, e de Marcos como sendo um companheiro de grande valor (2 Timóteo 4.11). Esta disposição do apostolo Paulo nos ensina, entre outras, verdades em duas áreas da vida. Uma é para a vida de cada um de nós. Paulo vivia de acordo com o que ensinava e deixou para trás as coisas que para trás ficaram (Filipenses 3.13). Tocou a sua vida, com o foco no que interessava. Outra é para a vida da igreja. Na virada do ano, publicamos, para renarrar 2011, um jornal a que demos o nome de "Barão 49". Certamente, todos notaram que é o nosso endereço principal (o secundário sendo a José Higino). Poucos talvez saibam que este foi o título de um jornal posto em circulação por nossos jovens nos anos 70 do século passado. O título de agora é, portanto, uma homenagem a estes itacurucenses, alguns ainda atuantes entre nós. O uso do "Barão 49" é também o ensaio de uma despedida. Chegará, Deus no-lo permitindo, o tempo em que a rua José Higino (em número ainda a ser definido pela Prefeitura) será o nosso endereço principal, tornando-se a praça (Barão de Corumbá, 49) o secundário. Não sabemos quanto tempo a mudança demorará, mas precisamos ir nos preparando. Neste contexto, tomando a mudança de casa como uma metáfora, devemos ter em mente os seguintes outros cuidados: 1. Precisamos aprender o que deve ser preservado. Há sentimentos e conteúdos que nos devem acompanhar. Formas, não: formas são destinadas necessariamente à morte, mesmo que não percebamos. Não cultuamos hoje como cultuávamos há 40 anos. O sentimento é o mesmo. O conteúdo é o mesmo. A forma mudou, se muito ou pouco depende da perspectiva de cada um, mas mudou. 2. Podemos fazer melhor hoje o que fizemos (até) ontem. Cada época tem desafios próprios. Não temos, por exemplo, como fazer arrastões na praça. E o tempo determina uma tradução: arrastar era uma forma de abordagem evangelística, em que um grupo da igreja ia à praça e convidava e trazia junto visitantes para os cultos. "Arrastão" tomou outro sentido e a praça está cercada por grades. Em nossa época, temos como melhor oportunidade convidar as pessoas para participar de reuniões em nossas casas (como fazemos nos Grupos Familiares). 3. Devemos permitir que Deus nos guie, não nossa retrospectiva ou nossa saudade. Paulo, ao reintegrar Barnabé e Marcos, nos mostra como devemos agir. E assim o Evangelho foi pregado e alvoroçou o mundo. Faremos o mesmo? Israel Belo de Azevedo Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. |